O que é a DRE
A demonstração do resultado, a DRE, conta o que aconteceu num período: quanto a empresa vendeu, quanto custou entregar isso e o que sobrou. Não é o preço da ação e não é o caixa que entrou na conta.
Na SenseInvest a página da DRE começa pelo último ano fechado, não pelo trimestre parcial que às vezes aparece na frente da série. A frase dos R$ 100 faz a conta em linguagem direta: de cada R$ 100 vendidos, quanto pagou custos e despesas, quanto foi para juros e impostos, e quanto sobrou de lucro líquido para a empresa.
O que cada linha é
- Receita líquida é o que foi faturado, já sem os impostos sobre a venda. Crescimento nominal abaixo da inflação é descrito como perda de poder de venda, não como expansão.
- Custos e despesas são o que se gastou para produzir e para manter o negócio. A leitura compara o ritmo dos gastos com o das vendas, não só o valor em reais.
- Lucro operacional (EBIT) é o que o negócio em si gerou, antes de juros e impostos.
- Lucro líquido é o que sobrou para a empresa depois de custos, juros e impostos. Distribuir dividendo é uma decisão posterior. O lucro não “é do acionista” só porque apareceu na última linha.
E o caixa?
Lucro contábil e dinheiro que entrou no período não são a mesma coisa. Uma empresa pode lucrar e ao mesmo tempo queimar caixa, ou o contrário. A aba de fluxo de caixa separa o caixa das operações, o de investimento e o de financiamento, e pergunta se o lucro de alguns anos fechados apareceu no caixa. A régua dessa leitura está na metodologia.
Bancos e seguradoras não recebem esse veredito. O faturamento deles é intermediação (juros, tarifas, prêmios), não venda de produto. A página explica a diferença em vez de forçar um semáforo.
Para a diferença entre margem e lucro, veja como ler margem. O que o cartão colorido não autoriza está em o que o veredito não é.